Os grandes mestres sempre foram taxativos: não existe método, nenhum método. Também não existe fórmula, nem receita, nem remédio. Roteiro também não existe.
Quem compreende convictamente isso, alcança um ponto em que tudo é método, da respiração ao abraçar. Tudo é uma fórmula, uma receita para se chegar à Luz. Tudo passa a funcionar como um remédio contra o adormecimento vital.
Mas alcançar esse ponto é, para nós, em nosso estágio atual, muito difícil...dificílimo...quase impossível...
Há pessoas que envelhecem. Os anos vividos e as certezas estabelecidas vão aumentando cada vez mais. Elas estão sempre envelhecendo, sempre cristalizando suas indiscutíveis certezas. Há outras pessoas, porém, pouquíssimas, aliás, que não envelhecem: na verdade, crescem. Elas nunca param de crescer. Seus anos vividos também vão aumentando, é claro. Suas certezas, no entanto, vão diminuindo cada vez mais. A cada segundo, certezas anteriores se transformam em novas dúvidas. Não há nada mais vivo e gerador de Vida do que a dúvida. A certeza, por outro lado, é um verdadeiro túmulo. Quem está absolutamente certo de suas certezas já morreu.
Nesta Edição, Odair Bruzos lê e comenta o texto abaixo, que versa sobre "viver no agora".
O que é Meditação?
Só existe um problema, o qual é a causa de todos os outros: o tempo. “Tempo” é o verdadeiro sinônimo de inferno. O ego, esse falso Eu, só existe no tempo. Alojado no ontem e no amanhã, o ego busca sugar todo o nosso verdadeiro Eu, não deixando nem traço do agora.
O Divino, por sua vez, só pode existir fora do tempo. Não é por acaso que, na Bíblia, Deus se denomina “Eu sou”. De fato, Deus só pode ser agora. Na verdade, se conseguíssemos ultrapassar a ilusão do tempo, nem usaríamos a palavra “agora”. Se não há passado nem futuro, por que a palavra “agora”? Então a frase ficaria assim: Deus É.